quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Frase do dia

Lamento a campanha absolutamente difamatória que fazem contra mim, dizendo que estou utilizando o nome de Cristo para falar que nem ele me derrotava na eleição. Eu acho isso um absurdo, uma calúnia e uma vilania contra mim. Como vocês sabem que sou cristã, eu jamais usaria o nome de Cristo em vão.
Dilma Rousseff,

Votos em fichas sujas não valerão

Votos anulados (Amazonas Em Tempo) – “O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, disse ontem que os candidatos que atualmente estão barrados pela Lei da Ficha Limpa podem ser votados, mas que o voto será considerado nulo até que uma possível decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) reverta a inelegibilidade. ‘Nossas máquinas estão programadas para mostrar simplesmente um zero (na contagem de votos) para os candidatos que não obtiverem registro até o momento da eleição. Esses votos irão para um arquivo separado e futuramente o tribunal decidirá como vai computá-los, pois pode haver uma reversão no STF (sobre a inelegibilidade do candidato)’, disse Lewandowski.”

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dilma: " Sou contra o aborto e jamais falei que nem Jesus tiraria minha vitória"

'Sou a favor da valorização da vida', afirmou a candidata do PT.
Petista afirmou 'repudiar' boatos de que teria dito que já está eleita.

Sandro Lima Do G1, em Brasília


Candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, durante encontro com lideranças religiosas em seu escritório político.Candidata à Presidência da República pelo PT,
Dilma Rousseff, durante encontro com lideranças
religiosas em seu escritório político. (Foto: Antonio
Cruz / Agência Brasil)

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, se reuniu nesta quarta-feira (29), em Brasília, com lideranças católicas e evangélicas e reafirmou ser contra o aborto. Caso seja eleita presidente, ela se comprometeu com as lideranças a não apresentar proposta de plebiscito para a legalização do aborto. "Sou a favor da valorização da vida. Eu já disse no debate da CNBB que sou pessoalmente contra o aborto. É uma violência contra a mulher", afirmou.

Segundo Dilma, durante a reunião, as lideranças pediram que o governo não tome iniciativas a favor do aborto. "Pediram que o Estado não seja autor de leis, que isso fique a cargo do Congresso Nacional. Me disseram que deixe ao Congresso a iniciativa".

Dilma defendeu entretanto, que mulheres que praticaram abortos em condições precárias possam ser atendidas pela rede pública de saúde. "Há mulheres que recorrem ao aborto em condições precárias. Elas precisam ser atendidas e cuidadas", afirmou.

A candidata também repudiou boatos de que teria dito que já está eleita. "Quero repudiar a afirmação que colocam na minha boca de que eu disse em algum momento que ganharia as eleições. É uma campanha difamatória, que afirma que eu disse em nome de Jesus que ganharia a eleição. Isso é uma falsidade. Eu sou cristã e jamais utilizaria o nome de Cristo em vão", afirmou. "Não podemos aceitar esse tipo de prática, não dialoga com a democracia", completou.

Dilma disse que pretende trabalhar em parceria com católicos e evangélicos nas áreas de saúde, educação e combate às drogas. A candidata afirmou que vai priorizar o "diálogo, parceria e colaboração com as igrejas cristãs" e disse ter "compromisso com a família".

Após a reunião com as lideranças católicas e evangélicas, Dilma caminhou lentamente até o local da entrevista pois estava calçando uma bota ortopédica. Ela disse que não poderia ficar muito tempo em pé para não forçar a musculatura. Dilma torceu o pé no início do mês ao fazer exercícios em uma esteira.

Documento da Polícia Federal desmente Alfredo Nascimento

Alfredo apresentou um documento da PF, de 2006, informando que Omar Aziz está sendo investigado por envio ilegal de dólares. Relatório do próprio órgão, de 2009, isenta Omar.

Apenas três candidatos participam do debate nesta terça-feira.
Foto: Danilo Mello
Apenas três candidatos participam do debate nesta terça-feira.

Manaus - O candidato ao Governo do Amazonas pelo PR, Alfredo Nascimento, apresentou na terça-feira, após o debate realizado pela Rede Amazônica de Televisão, um documento da Polícia Federal (PF), com data de 2006, informando que o governador Omar Aziz, candidato à reeleição pelo PMN, está sendo investigado por crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Imediatamente, Omar apresentou um relatório também da PF, com data mais recente, de 2009, informando que “esgotadas as diligências não foi possível apontar de forma conclusiva, em princípio, ter sido o investigado ordenante das remessas investigadas”.

Esta pode ser a síntese do que ocorreu nos bastidores, após o debate, que transcorreu de forma morna, onde os candidatos praticamente repetiram o que disseram durante a campanha e nos outros embates na televisão. Só no terceiro bloco Alfredo informou sobe a portaria, dizendo que iria entregar cópias à imprensa documentos que comprovariam que Omar havia transferido dinheiro de forma ilegal para o exterior, dando a entender que fazia uma última tentativa para levar a eleição para um segundo turno.

O documento apresentado por Omar, aos jornalistas, também após o debate, além de informar “que não foi possível” apontar crimes, também cita um Ofício (DECIC/COPED-2007/048) do Banco do Brasil informando não terem sido encontrados registros de manutenção de contas e bens no exterior em nome dele e um memorando (05281/2007), também da PF, informando inexistir nos sistemas de tráfego internacional registro de viagem do investigado para os Estados Unidos em 2002. E, ainda, que o crédito tributário lançado em desfavor do investigado foi extinto por decisão administrativa unânime.

Ministério dos Transportes

Durante o debate, Omar disse que havia R$ 500 milhões sob suspeita de desvio na administração de Alfredo no Ministério dos Transportes. Omar disse que a acusação de Alfredo era mais uma vez para confundir os eleitores com uma ‘pegadinha’. “Sou ficha limpa”, respondeu. Afirmou que o debate era para apresentação de propostas e não para denegrir a imagem dos adversários. “Há dois anos (Quando Alfredo apoiou Omar para a Prefeitura de Manaus) você não disse que eu tinha esses defeitos”, respondeu.

Alfredo disse que a informação de desvios no Ministério dos Transportes não era procedente. “Ele (Omar) falou,mas não provou”, declarou. E acusou Omar de “não ser lá essas coisas” e disse que um governador precisa apresentar uma “vida pregressa” e que o povo precisava saber dos documentos que ia apresentar para “toda a imprensa do Amazonas e do Brasil”.

Na tréplica, Omar chamou as declarações de Alfredo de “armação” e de demonstração de “desespero”. O candidato à reeleição disse que ia respeitar as pessoas ligadas ao adversário e que não iria falar o que sabe, em respeito aos familiares de Alfredo. “A família continua sendo a coisa mais importante”, disse Omar.

O debate teve quatro blocos. No primeiro e no terceiro, os temas foram sorteados. No segundo e no quarto, o tema foi livre. De acordo com a regra, cada um dos três candidatos perguntou e respondeu uma vez por bloco.
Os candidatos puderam fazer perguntas e explicar suas propostas sobre diversos assuntos relacionados ao governo.

Os candidatos Herbert Amazonas (PSTU) e Luiz Sena, do PSOL ainda tentaram, até a última hora, participar do debate, com ações na Justiça Eleitoral, mas não obtiveram êxito. A última decisão, pouco antes do programa na televisão, considerou legais os critérios utilizados pela Rede Amazônica.

Debate

O debate começou às 21h30. Apenas os três candidatos melhor colocados na pesquisa do Ibope, divulgada no último dia 18 de setembro, e com representação no Congresso: Omar Aziz (PMN), Alfredo Nascimento (PR) e Hissa Abrahão (PPS).

Foram quatro blocos. No primeiro e no terceiro, os temas foram sorteados. No segundo e no quarto, o tema foi livre. De acordo com a regra, cada um dos três candidatos perguntou e respondeu uma vez por bloco.

No primeiro bloco, Alfredo começou perguntando a Omar: “Você foi secretário de Segurança Pública e vice-governador por sete anos. Por que você não melhorou a Segurança no Amazonas?”. Omar disse que tem muita experiência na lida com a segurança e que vai criar a ‘ronda nos bairros’ para policiar de forma ostensiva as comunidades de Manaus. Alfredo rebateu dizendo que a experiência de Omar não foi colocada em prática. O senador afirmou que a segurança no Amazonas tem os piores índices do País. O senador prometeu criar a ‘Polícia da família’, nos moldes do ‘Médico da Família’.

Na segunda pergunta, sobre Zona Franca de Manaus (ZFM), Omar questionou qual a proposta de Hissa para levar benefícios da ZFM para o interior do Estado. Hissa disse que vai buscar mais segurança para a prorrogação da Zona Franca e investir na logística. Omar disse que com a eleição de Dilma a Zona Franca vai ser perenizada, gerando mais emprego para os amazonenses.

Hissa encerrou o bloco perguntando para Alfredo sobre os projetos para a saúde pública. Alfredo falou que criou o ‘Médico da Família’, prometeu criar mais dois hospitais na cidade e reativar a Santa Casa. “Uma pessoa não pode ficar esperando três meses para fazer um exame e ser atendido”.

Prevalece Lei da Ficha Limpa

Diante da renúncia de Joaquim Roriz à sua candidatura ao governo do Distrito Federal, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de declarar extinto, sem análise de objeto, o Recurso Extraordinário (RE) 630147. O recurso foi ajuizado na Corte pela defesa de Roriz.

Votaram pela extinção do feito pela perda do objeto os ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Ellen Gracie, Celso de Mello e o presidente, ministro Cezar Peluso. Pela prejudicialidade do recurso, também por perda superveniente do objeto votaram, os ministros Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski e Joaquim Barbosa.

Os ministros declararam, ainda, que o reconhecimento da repercussão geral da matéria fica mantido, valendo para quaisquer outros recursos que versem sobre a constitucionalidade da Lei Complementar (LC) 135/2010 – a chamada Lei da Ficha Limpa.

O Supremo Tribunal Federal julgava desde a última quarta-feira (22) recurso impetrado pela defesa de Joaquim Roriz, que teve o registro de sua candidatura barrado por ter renunciado ao mandato que tinha como senador em 2007 para se livrar de um processo de cassação. A abdicação de mandato para paralisar processos de quebra de decoro é uma das novas regras de inelegibilidade incluídas na Lei da Ficha Limpa.

"Se houve perda de objeto, o quadro deságua na extinção do processo sem julgamento do mérito", resumiu o ministro Marco Aurélio Mello na sessão plenária desta quarta.

"Essa pretensão de Roriz é de ser candidato. A pretensão não foi deferida. Buscou aqui no STF a garantia desse direito. A pretensão de candidatar foi apresentada à Justiça Eleitoral, e ela hoje não mais subsiste. Não há mais objeto processual. No caso concreto temos a perda de objeto", completou o ministro Dias Toffoli.

Partido e coligações precisam de 84.606 votos para eleger um deputado estadual e 253.818 para eleger um deputado federal

Em se tratando de uma coligação com vários partidos, atingir esta meta de votos pode ser fácil. Entretanto, para os partidos quEe disputam sozinhos, está é uma tarefa quase impossível.

Manaus - Com a implementação do sistema de voto proporcional, a eleição dos vereadores e deputados estaduais, federais e distritais depende da quantidade total de votos conquistados pelo partido ou coligação a qual pertence. A medida foi estabelecida com a reforma política brasileira, a partir da Lei nº 2679, no ano de 2003.

Matemática do voto

De acordo com a legislação eleitoral, nesta eleição, para definir quais candidatos a deputado foram eleitos, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) precisará estabelecer o 'coeficiente eleitoral' do pleito. O número é determinado a partir da divisão do total de votos válidos para os cargos pelo número de vagas.

Segundo o site do TRE-AM, o Amazonas possui 2.030.549 eleitores aptos a votar. No dia 3 de outubro, o Amazonas escolherá 24 nomes para o cargo de deputado estadual e 8, para deputado federal.

Assim, numa situação hipotética, o coeficiente eleitoral para estadual é de 84.606 votos e para federal, 253.818.

Esta é a quantidade de votos que um coligação ou partido terá que alcançar para eleger ao menos um representante.

Em se tratando de uma coligação com vários partidos, atingir esta meta de votos pode ser fácil. Entretanto, para os partidos quEe disputam sozinhos, está é uma tarefa quase impossível.

Mais votados de fora

Enquanto na teoria, o voto proporcional busca estabelecer a representação fidedigna da sociedade para que todos os grupos ou classes sociais tenham representação parlamentar, na prática, o sistema mostra que nem sempre o candidato mais votado consegue uma vaga.

De acordo com o site do TRE-AM, na eleição para deputado estadual em 2006, os candidatos Marco Antônio Chico Preto e Wanderley Dallas, ambos do PMDB, conquistaram, respectivamente, 22.909 votos (1,65% do total de votos válidos) e 22.776 (1,64% do total).

Apesar de os dois candidatos ocuparem as posições de 11o e 12o no ranking dos mais votados de 2006, como a coligação a qual faziam parte não atingiu o número esperado de votos, nenhum deles ocupou o cargo.

Por outro lado, o candidato David Antônio Abisai Pereira de Almeida (na época do PMN), com apenas 7.568 votos (0,55%), foi eleito deputado estadual. Ele foi o 56o candidato mais votado.

STF suspende análise de exigência de dois documentos para votar

Gilmar Mendes pediu vista quando já havia maioria pelo fim da exigência.
Obrigatoriedade de apresentação de título de eleitor foi contestada pelo PT.

Débora Santos Do G1, em Brasília

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reunidos em sessão plenária nesta quarta-feira (29).Ministros do Supremo Tribunal Federal durante
sessão nesta quarta-feira (29). (Foto: Fábio Tito/G1)

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento de ação sobre a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos para votar no dia da eleição devido a um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Ele disse que pretende levar o processo novamente ao plenário nesta quinta-feira (30).

A obrigatoriedade era contestada pelo PT. A suspensão do julgamento aconteceu quando já havia maioria pela derrubada da exigência. O placar era de 7 a 0.

Já haviam votado pela derruba da exigência os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio e Ayres Britto, além da relatora do processo, Ellen Gracie.

É uma lei que está em vigor desde 2009 e o pedido foi colocado agora. A que tipo de manipulação a gente está sujeito nesse tipo de provocação? Veja que se teve tempo para discutir isso no âmbito do Congresso Nacional , do TSE, que alçou uma propaganda, e agora se discute isso"
Ministro Gilmar Mendes, ao fazer o pedido de vista

A determinação de apresentar os dois documentos na hora de votar foi fixada pela minirreforma eleitoral, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. A obrigação foi questionada em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) pelo PT.

Apesar da maioria formada para flexibilizar a norma, o pedido de vista de Mendes provocou discussão entre os ministros, que consideraram a proximidade das eleições.

“É uma lei que está em vigor desde 2009 e o pedido foi colocado agora. A que tipo de manipulação a gente está sujeito nesse tipo de provocação? Veja que se teve tempo para discutir isso no âmbito do Congresso Nacional , do TSE, que alçou uma propaganda, e agora se discute isso”, afirmou Mendes.

Para o ministro Marco Aurélio, o pedido de vista pode ser entendido como um novo impasse, que desgastaria a imagem do Supremo. “Estamos vindo de um impasse desgastante. Um pedido de vista a essa altura prejudicará o pleito de concessão da medida de acauteladora”, afirmou.

Contestação
Em sua contestação sobre a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos para votar, o partido alega que a dupla identificação seria uma redundância porque, uma vez cadastrado pela Justiça Eleitoral, o cidadão já é eleitor e só precisaria comprovar a própria identidade.

Segundo a legenda, “a exigência de portar o título de eleitor no ato de votação não é inspirada por nenhuma grande razão prática ou jurídica, redundando em mero formalismo. Esse tipo de rigorismo não é estritamente indispensável para a segurança do sistema de votação, ao passo que certamente afastará do protagonismo político muitos eleitores que não conhecem as minúcias da burocracia eleitoral”, afirmou o partido na ação.

Um dos objetivos da adoção da regra era promover maior segurança na identificação do eleitor e evitar episódios em que pessoas votam por outras, valendo-se do fato de o título de eleitor não conter foto.

Os documentos oficiais previstos na norma para comprovação de identidade, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são carteira de identidade ou documento de valor legal equivalente (identidades funcionais), certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação, com foto.

Certidão de nascimento e de casamento não são aceitas. Outras possibilidades, como a apresentação de cópias autenticadas de documentos, serão resolvidas caso a caso pelo mesário ou pelo juiz eleitoral.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Debate foi marcado por troca de acusações e falta de propostas

Omar e Alfredo monopolizaram o segundo encontro entre candidatos ao governo do Amazonas, que contou ainda com Hissa, Herbert, Navarro e Luiz Carlos Sena.

Candidatos apresentaram poucas propostas concretas. Foto: Danilo Mello Candidatos apresentaram poucas propostas concretas.

Manaus - Ofensas pessoais e agressões políticas marcaram o debate entre os candidatos ao governo do Estado realizado pela TV A Crítica na noite de ontem. As discussões foram monopolizadas por Omar Aziz (PMN) e Alfredo Nascimento (PR), que abusaram dos direitos de resposta para rebater acusações trocadas.
No primeiro bloco, Alfredo falou sobre sua campanha contra a pedofilia, que domina o seu programa eleitoral gratuito na rádio e televisão. O atual governador rebateu dizendo que o senador está desesperado por culpa dos resultados da pesquisa. Omar também lembrou que há dois anos Alfredo o apoiou na disputa pela prefeitura de Manaus.

Alfredo e Omar também protagonizaram um debate sobre os recursos públicos repassados pelo Ministério dos Transportes (MT) ao governo do Estado para a construção de portos no interior. Alfredo acusou Omar de não executar as obras. Já o atual governador garantiu que todos estão sendo construídos, e afirmou que seu adversário pouco fez pelo Amazonas quando era ministro.

Os dois candidatos também debateram sobre a situação das contas do Estado. Alfredo disse que os servidores públicos estão ameaçados de não receberem seus salários no final do mês. Omar negou e afirmou que a primeira parcela do 13º Salário já foi paga e o dinheiro para pagar a segunda já está reservado. E afirmou que as contas do Estado estão equilibradas.

Hissa (PPS), Navarro (PCB), Herbert (PSTU) e Sena (PSOL) lembraram da proximidade de Alfredo e Omar no passado, quando o atual governador foi vice-prefeito na administração do adversário. O apoio de Alfredo na candidatura de Omar à prefeito, em 2008, também foi lembrado. Os candidatos também aproveitaram para criticar o projeto Expresso, que foi criado por Alfredo quando estava à frente da Prefeitura.

Navarro, Herbert e Sena defenderam a participação da população na administração Estadual. O candidato do PCB defendeu a criação de conselhos populares para resolver os problemas da cidade. Hissa tocou com frequência no assunto ‘educação’, e defendeu que as escolas estaduais devem ter dois professores por sala de aula, projeto que ele prometeu implementar.

Nas considerações finais, Alfredo disse que vai fazer um governo melhor que o atual. Ele agradeceu a Deus e ao presidente Lula.

Omar disse que o atual governo mudou o Estado, gerando mais emprego e melhorando a educação, e pediu a chance para avançar o atual projeto.

No final do debate, Omar disse que o encontro entre os candidatos foi proveitoso por dar a chance para cada um dos seis adversários mostrar suas propostas para o governo do Estado.

Ele disse que os outros cinco candidatos não conseguiram expor seus projetos para o Governo e faltaram detalhes das propostas. “As propostas que eles (adversários) apresentaram são genéricas e não atendem à necessidade da população”.

Alfredo disse que o debate foi importante para a discussão de temas polêmicos e conseguiu mostrar o que cada candidato pensa. “Apesar dos temas polêmicos, manteve-se a educação e isso é importante”.

Herbert Amazonas disse que o encontro de ontem entre os candidatos ajudará o eleitor a escolher um governador. “Na reta final o debate é importante porque o eleitor descobre quem é quem”.

Para Hissa, o mais importante foi não baixar o nível dos discursos. “Consegui mostrar minhas propostas sem descer o nível”, declarou.

Navarro disse acreditar que agora os eleitores indecisos definiram seu candidato. “O eleitor agora terá mais condições de escolher seu candidato”.

Luiz Carlos Sena estava preocupado com o voto do trabalhador. “No debate, tivemos a chance de mostrar que o PSOL é um partido de propostas para o trabalhador”.

Fiscalização

Do lado de fora da TV A Crítica, na Avenida André Araújo, na zona centro-sul da cidade, cerca de 200 colaboradores de campanha de Omar Aziz e Alfredo Nascimento recepcionaram a chegada dos dois candidatos.

O juiz da propaganda eleitoral Carlos Zamith e a equipe de Fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) passaram pelo menos três vezes no local para acompanhar o trabalho dos ‘cabos eleitorais’. Não houve confusão. Cerca de 20 homens da Polícia Militar (PM) e fizeram a segurança do local.

O trânsito em frente à TV ficou lento no horário das 19h às 21h. Pelo menos dez agentes de trânsito tentaram organizar o trânsito no local.

Saiba a opinião dos candidatos sobre o debate:

Alfredo

“Bom debate. As ideias puderam ser apresentadas, e alguns assuntos polêmicos foram discutidos. Eleição é isso. Democracia é isso“.

Luiz Navarro

“Foi um excelente exercício de democracia. Quem ganhou com isso foi a população. Eles ouviram todas as propostas dos candidatos. Propostas estas que levarão benefícios ao povo. Fiquei satisfeito. Todos os candidatos foram educados”.

Hissa Abrahão

“Me mantive no campo das ideias, das propostas. Fui transparente em toda campanha, e no debate não seria diferente. Debate é bom quando deixam os candidatos livres para debaterem os temas, e aqui foi assim. Ajudou a cada um de nós para formular perguntas e, ao mesmo tempo, conhecer melhor cada candidato. A sociedade ganhou muito com isso.

Luis Carlos Sena

“O principal hoje desse debate, para o PSOL, era o compromisso com a verdade, ética, respeito ao horário público. O nosso compromisso é com a verdade, é respeitar cada centavo do dinheiro público. Esse debate não poderia ficar na obscuridade do debate passado, onde houve informação que tinham 100 milhões para serem esclarecidos que não foi. Nós cumprimos o nosso papel, o respeito”.

Hebert Amazonas

“Eu apresentei um projeto para a classe trabalhadora, onde os trabalhadores possam realmente governar este Estado, através de seus conselhos populares, das suas entidades representativas. Esses 30 anos de governo não representam a proposta e a defesa dos nossos candidatos. O PSTU lançou esta proposta. Vamos reajustar os salários, organizar mais concursos públicos, plano de cargo de salários de verdade”.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Arthur faz campanha ao lado de Sabino e ex-presidiário da Vorax

Há treze dias do dia da eleição o Senador pode ter decidido sua sorte. Através de uma estratégia mal planejada, o aparecimento do senador que outrora levou o ex-prefeito Adail Pinheiro à depor na CPI da pedofilia, agora foi visto acompanhado de um dos principais envolvidos na Operação Vorax. A aparição repercutiu negativamente em Manaus, e pode render perda de seu eleitorado das classes A e B, os mais bem informados, que podem migrar seu voto para a Deputada Federal, Vanessa Grazziotin.

Veja a matéria:

Com o apoio do deputado federal Sabino Castelo Branco e do ex-prefeito Rodrigo Alves, preso pela Polícia Federal na Operação Vorax, senador tucano e candidato à reeleição fez campanha no último final de semana em Coari

Manaus, 20 de Setembro de 2010

André Alves

Senador Artur Neto faz campanha no município de Coari acompanhado pelo Deputado Federal Sabino Castelo Branco e o ex-prefeito Rodrigo Costa, preso pela Operação Vorax da Polícia Federal.

Senador Artur Neto faz campanha no município de Coari acompanhado pelo deputado federal Sabino Castelo Branco e do ex-prefeito Rodrigo Alves (Divulgação)

De mãos dadas com o ex-prefeito de Coari, Rodrigo Alves, que foi preso pela Polícia Federal na Operação Vorax, e apoiado pelo deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB), o senador Arthur Neto (PSDB), candidato à reeleição, fez campanha no último final de semana no município de Coari.

As imagens divulgadas pela assessoria de imprensa do senador mostram o parlamentar em cima de uma picape ao lado de Rodrigo Alves e Sabino, em evento político que ocorreu no último sábado. Logo atrás do veículo, centenas de motociclistas seguem a carreata.

O deputado federal Sabino Castelo Branco, também candidato à reeleição, pertence à coligação "Avança Amazonas" (PMN/PMDB/PCdoB/ PP/ PTB/ PSC/ PRTB/PHS/DEM/PTN/PTC/PRP/PRB), que tem como candidatos ao Senado o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) e a deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB).

Sabino Castelo Branco apoia o governador Omar Aziz (PMN), que disputa à reeleição pela coligação "Avança Amazonas", e o candidato ao Senado Eduardo Braga, mas se nega a pedir votos para a comunista Vanessa Grazziotin.

O ex-prefeito de Coari, Rodrigo Alves, que também declara voto em Omar Aziz para o governo do Estado, foi preso pela Polícia Federal, em 2008, quando ainda era vice-prefeito da cidade, acusado de participar de um esquema de desvios de recursos no município.

Em julho de 2009, já prefeito de Coari, ele teve o mandato cassado por abuso de poder político e econômico. A mesma decisão que cassou o mandato de Rodrigo Alves tornou Adail Pinheiro inelegível por três anos.

Vorax
O chefe do esquema descoberto em Coari durante a Operação Vorax, segundo a PF e o Ministério Público Federal (MPF), era Adail Pinheiro, então prefeito de Coari em 2008, que escapou da prisão, à época, porque o Tribunal Regional Federal (TRF) negou o pedido da Polícia Federal.

Em 2009, porém, ele ficou preso durante três meses por implicações em processo que o acusa de pedofilia. Recentemente, Adail foi declarado "ficha-suja" pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, mas recorre e continua a fazer campanha para a Assembléia Estadual.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Vox Populi mostra diferença de 19 pontos entre Omar e Alfredo

Diferença na pesquisa espontânea é ainda maior, 20 pontos

Manaus, 15 de Setembro de 2010

Tereza Teófilo

Na 1ª pesquisa espontânea encomendada pela Band Amazonas e realizada pelo Instituto Vox Populi para o Governo do Amazonas, o candidato à reeleição Omar Aziz (PMN) aparece em 1º lugar com 51% das intenções de voto. Em 2º lugar está o senador Alfredo Nascimento (PR) com 31%. Os candidatos Hissa Abrahão (PPS), Herbert Amazonas (PSTU) e Luis Navarro (PCB) tiveram 1% das intenções de voto e Luís Carlos Sena (PSol) não foi citado pelos entrevistados. O percentual de indecisos foi de 13% e brancos e nulos 2%.

Na modalidade estimulada, o candidato à reeleição Omar Aziz obteve 53%. Alfredo Nascimento aparece em 2º lugar com 34% das intenções de voto. Os candidatos Hissa Abrahão (PPS), Herbert Amazonas (PSTU) e Luis Navarro (PCB) tiveram 1%. Luís Carlos Sena (PSol) não pontuou. Nessa pesquisa, o percentual de indecisos foi de 9% e o de brancos e nulos 1%

O Instituto também analisou o índice de rejeição dos candidatos ao Governo do Amazonas. Vinte e cinco por cento dos entrevistados disseram que não votariam em Alfredo Nascimento. Omar Aziz e Herbert Amazonas empataram com 14% cada um. Luis Navarro teve 10% , Hissa ficou com 7% e Luis Carlos Sena 5%. Treze por cento dos entrevistados disseram que votariam em qualquer um candidato e 11% disseram não saber em quem votar nas eleições de 3 de outubro para o Governo do Amazonas.

A pesquisa Band Amazonas / Vox Populi foi realizada entre os dias 1º e 10 de setembro e registrada no Tribunal Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) sob o nº 24.889/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº 28.868/2010. Para a realização da pesquisa foram ouvidos 1.500 eleitores na cidade de Manaus e no interior. A margem de erro é de 2,5%.

Os dados da pesquisa foram divulgados no final da tarde desta quarta-feira (15) no telejornal Band Cidade transmitido pela emissora Band Amazonas, filiada da Tv Bandeirantes.


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vanessa passa de Arthur e Omar ganha no primeiro turno, diz Ibope

Pesquisa do Ibope divulgada hoje pela TV Amazonas, aponta vitória do candidato Omar Aziz no primeiro Turno. Omar tem 53% das intenções de voto, contra 32 de Alfredo Nascimento. Hissa Abrahão tem 2%, enquanto Navarro e Herbet Amazonas alcançaram 1%. Carlos Sena não pontuou.

A surpresa está para o Senado. Arthur Neto, que na última pesquisa do Ibope aparecia com 51%, caiu para 34%, enquanto Vanessa passou de 29% na última pesquisa para 39%. A queda de Arthur não foi explicada pelo Ibope. Jefferson Praia tem 9% e Marilene Correa 5%..

Evolução dos candidatos

Na primeira pesquisa Ibope, Omar tinha 49%, subiu para 54% e aparece agora com 53%. Alfredo Nascimento começou com 37%, subiu para 38% e está com 32%. Hissa abrahão obteve 1% nas duas primeiras pesquisas e nesta terceira subiu para 2%. Herbert Amazonas tinha 1%, passou para 2% e agora voltou para 1%. Luiz Navarro começou com 1%, não pontuou na segunda pesquisa e aparece com 1% novamente.

Senado Federal

Eduardo Braga (PMDB) 80%

Vanessa Grazziotin (PC do B) 39%

Arthur Neto tem 34%,

Jefferson Praia tem 9%

Indecisos somam 12%

Brancos e Nulos 2%.

Fernando Valente, Tarcisio Leão e Professor Queirós (PSOL), substituto de Evandro Carreira, não pontuaram.

Evolução:

Eduardo Braga na primeira pesquisa tinha 86% dos votos, subiu na segunda para 87% e aparece agora com 80%. Vanessa Garzziotim iniciou com 33%, foi para 29% e agora tem 39%. Arthur tinha 43%, depois de 51% e agora aparece com 34%. Jefferson Praia tinha 8%, passou para 6% e agora tem 9%. Marilene Corrêa começou com 1, foi para 3% e agora chega a 5%.


Fonte:TV Amazonas/ Portal

Seca atinge níveis críticos em rios do Amazonas

Os problemas que já acometem o interior, como isolamento de comunidades e barcos impedidos de atracar nos portos, começam a dar sinais também na capital.

[ i ] Em 2005, estiagem também atingiu áreas urbanas de Manaus.
Foto: Raimundo Valentim

Em 2005, estiagem também atingiu áreas urbanas de Manaus.

São Paulo - O Rio Negro, que banha Manaus, estava na última sexta-feira apenas sete centímetros abaixo do registrado na mesma data em 1963, ano da maior seca da história. No dia 10 de setembro daquele ano, a cota do rio era de 20,33 metros ante 20,26 metros de sexta-feira. Os dados são do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Na seca de 1963, o Rio Negro atingiu em outubro, pico da estiagem, a marca de 13,64 metros.

O Rio Solimões, que banha a maior parte dos municípios do interior, está em nível ainda mais crítico. No dia 9, atingiu 32 centímetros negativos, ou seja, abaixo do zero da régua - medição menor do que o pico recorde registrado em 2005. O ano registrou a maior vazante do Solimões já aferida pelo CPRM. Em 2005, no pico da estiagem, verificado na primeira quinzena de outubro, a régua marcou dois centímetros positivos.

Os problemas que já acometem o interior, como isolamento de comunidades e barcos impedidos de atracar nos portos, começam a dar sinais também na capital. Há leitos de igarapés secos bem no meio de Manaus, como o igarapé do Quarenta, que corta a capital.

O prefeito do município de Itamarati (a 980 quilômetros de Manaus), João Campelo, também vice-presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), afirmou que as plantações de vegetais e frutas de solo, como as de melancia e mandioca, estão destruídas. “Como se não bastassem os problemas de agora, ainda há o do futuro: como sobreviver.”

Todos os municípios do Amazonas dependem de energia de termelétricas e já há cidades com estoque crítico de combustível. “As balsas que transportam combustível estão levando menos da metade para fugir do encalhe e pelo menos Itamarati, Tabatinga e Envira têm combustível para no máximo 15 dias”, disse Campelo. Seis cidades decretaram estado de emergência, todos na calha do Solimões e Juruá: Tabatinga, Benjamim Constant, Atalaia do Norte, Itamarati, Ipixuna e Guajará.

sábado, 11 de setembro de 2010

E para os fichas sujas no Amazonas...


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Governador do Amapá é preso em operação da Polícia Federal

Do G1, em Brasília

O Governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP)O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP)
(Foto: Agência Senado)

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira (10) o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), durante a Operação Mãos Limpas. O governador é suspeito de participar de uma organização criminosa composta por servidores públicos, políticos e empresários que supostamente praticavam desvio de recursos públicos do Amapá e da União. O governador foi levado pelos agentes da PF para o quartel do Exército, em Macapá.

A assessoria do diretório do PP em Macapá confirmou ao G1 a prisão do governador, mas não quis comentar o assunto. A assessoria de imprensa do governador disse que vai acompanhar o caso e buscar mais informações sobre os motivos da prisão para poder se pronunciar a respeito.

Em 2002, Pedro Paulo se elegeu vice-governador na chapa liderada por Waldez Góes (PDT). Em 2006, foi reeleito como vice. Desde 3 abril de 2010, é governador do Amapá. Ele assumiu após Waldez Góes ter deixado o cargo para se candidatar ao Senado. Pedro Paulo disputa a reeleição pela chapa “O trabalho precisa continuar”, composta por PP, PRB, PDT, PSR, PL, DEM PHS, PCdoB e PTdoB.

O ex-governador do Amapá e atual candidato ao Senado, Waldez Góes, também foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Mãos Limpas. A prisão foi confirmada ao G1 pelo advogado dele, César Caldas. "Ele foi preso, e ainda não temos nenhuma posição oficial a respeito da prisão", afirmou o advogado.

Operação

Foram mobilizados, segundo a PF, 600 agentes federais para cumprir 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Além do Amapá, os mandados também estão sendo cumpridos no Pará, Paraíba e São Paulo. Participam da ação 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria Geral da União (CGU).

Segundo a Polícia Federal, as apurações revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

Foi constatado, de acordo com a PF, que a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitavam as formalidades legais e beneficiavam empresas previamente selecionadas.

Apenas uma empresa de segurança e vigilância privada, segundo a investigação, manteve contrato emergencial por três anos com a Secretaria de Educação, com fatura mensal superior a R$ 2,5 milhões, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.

Durante a apuração, a PF informou ter constatado que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos. Foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.

As investigações, que contaram com o auxílio da Receita Federal, da CGU e do Banco Central (BC), iniciaram-se em agosto de 2009, e se encontram sob a presidência do STJ.

Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes conexos.

Justiça Eleitoral barra candidatura do ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro

Decisão foi unânime porque Adail tem condenação colegiada por abuso do poder político e econômico nas eleições de 2008

Manaus, 09 de Setembro de 2010

Tereza Teófilo

Adail pinheiro sendo conduzido por policiais federais após sua prisão

Adail pinheiro sendo conduzido por policiais federais após sua prisão (Foto: Antônio Lima/14.09.2009)

A Corte do Tribunal Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) negou por unanimidade o pedido do registro de candidatura do ex-prefeito de Coari Manuel Adail Pinheiro (PRP) que busca uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

A relatora do processo, a juíza de Direito Joana dos Santos Meirelles, votou pelo indeferimento do registro, acompanhando o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE-AM) que propôs a impugnação da candidatura de Adail. Todos os demais membros do Tribunal acompanharam o voto da relatora. Somente o juiz federal Márcio Freitas fez questão de justificar seu voto.

O advogado de defesa de Adail, Francisco Balieiro, sustentou que a lei “Ficha Limpa” é inconstitucional e que a decisão será contestada por ele em tribunais superiores

Adail Pinheiro foi o quarto político condenado pelo TRE-AM com base na lei Ficha Limpa. O deputado estadual Walzenir Falcão (PMN), e os ex-deputados Edilson Gurgel (PRP) e Nelson Azêdo (PMDB) também tiveram seus registros de candidatura indeferidos pela Corte do Tribunal Eleitoral do Amazonas. Caso ainda tenham desejo de concorrer as eleições de 3 de outubro terão que ganhar recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Acre: Dinheiro teria sido apreendido com os filhos de Silas Câmara

Do Blog do Fernando Rodrigues:

A Polícia Federal (PF) divulgou ontem (8.set.2010) a apreensão de R$ 472,13 mil, dentro de uma caixa de papelão, no Acre. O destino do dinheiro era a Rádio e Televisão Boas Novas, que tem como sócia a candidata a deputada federal Antônia Lúcia Câmara (PSC-AC). Quem estava com a quantia eram os filhos da política, informou o jornal “O Rio Branco”.

Segundo o jornal, a PF divulgou texto sobre a apreensão para a imprensa local sem citar os nomes dos envolvidos, mas a ligação com Lúcia Câmara seria inevitável. Ela é mulher do atual deputado federal pelo Amazonas Silas Câmara (PSC-AM).

Após a apreensão do dinheiro, Lúcia concedeu entrevista a “O Rio Branco” e admitiu que a quantia tinha como destino sua rádio. No entanto, negou que fosse parte de um caixa 2 de campanha.

“A origem do dinheiro é um empresário do Amazonas, do município de Boca do Acre, que fez uma doação para a Rádio e Televisão Fundação Boas Novas Igreja Assembléia de Deus, do Amazonas, e que, na ocasião, encontrou meu filho”, declarou a candidata a “O Rio Branco” na noite de 8.set.2010.

Há um dado curioso nessa história. Boca do Acre registra PIB inferior à doação: segundo dados do IBGE referente a 2007 (os mais atuais) a cidade tem PIB de R$ 166,047 mil. Quem já visitou o local tem dúvidas sobre a existência de um empresário capaz de doar R$ 472,13 mil sem ir à falência.

Na entrevista, Antônia Lúcia ainda relatou que seu filho, sua filha e o doador estavam com o dinheiro quando a PF realizou a apreensão.

Abaixo, íntegra da entrevista concedida pela candidata a “O Rio Branco”, na noite de 8.set.2010:

O Rio Branco: Missionária, não ficou claro na divulgação do release da Polícia. Mas, nas entrelinhas, ficou evidente que a única candidata, que tem ligação com emissoras de rádio e televisão é a senhora. O que a senhora tem a declarar sobre a apreensão do dinheiro?

Antonia Lúcia Câmara (PSC-AC): Contra fatos não há argumentos. Esse dinheiro nunca foi da minha empresa, que é a Rádio e Televisão Publicidade Ltda. Jamais este dinheiro vinha para as minhas mãos ou para fazer política e caixa dois. Eu conheço a perseguição e os métodos dos perseguidores deste Estado. E que minhas mãos, minhas empresas e minha conduta são ilibadas. Eu desafio qualquer autoridade policial, ou qualquer juiz, a provar que algum dia eu estivesse fazendo uso indevido de dinheiro…

O Rio Branco: E qual seria a origem do dinheiro?

ALC: A origem do dinheiro é um empresário do Amazonas, do município de Boca do Acre, que fez uma doação para a Rádio e Televisão Fundação Boas Novas Igreja Assembléia de Deus, do Amazonas, e que, na ocasião, encontrou meu filho. E trouxe meu filho para a cidade de Rio Branco, que por sua vez fez um telefonema para mim. Meu telefone estava, como continua estando, com minha outra filha. Foram se encontrar sem saber qual seria o tamanho da doação, entende?

A Polícia Federal, quero saber se é de forma ilegal, está me perseguindo a mando, com certeza, das autoridades deste Estado. Tentaram armar um flagrante, mas não deu certo.

Não prenderam meus filhos, liberaram meus filhos. Porque o rapaz disse de onde é a origem do dinheiro e disse pra quem iria entregar o dinheiro. A Polícia Federal está fazendo uma confusão, um equívoco muito grande, juntamente com o juiz eleitoral Romário Divino, que essa Boas Nova, seja minha Boas Novas Ltda, que é pequeníssima, nunca recebeu nem uma oferta acima de R$ 20 mil, de ninguém e a que recebeu saiu do meu próprio bolso. Então, está havendo um confusão de nomes, Fundação Boas Novas Igreja Assembleia de Deus, é do Amazonas, para onde o dinheiro iria, e para onde o dinheiro, quando for liberado vai. Ela vai emitir um recibo e declarar, agora eles estão imaginando que a Boas Novas é a minha, que tem o nome registrado de Boas Novas Ltda.

Está existindo um equivoco. Uma confusão e, eu acho que isso vai ser esclarecido, porque, como falei antes, contra fatos não há argumentos.

Estou tranqüila, minha consciência firme, e disposta a ir para as urnas com legitimidade, dentro das leis e, com certeza, Deus vai agir com misericórdia e os homens de bem, das leis vão entender que não se trata de dinheiro clandestino, de corrupção. É só puxar minha conta bancária e das Boas Novas Ltda, dos últimos três anos, ou os extratos dos últimos 16 anos, da Fundação Boas Novas Assembleia de Deus.

O Rio Branco: Missionária, se a sede da Fundação Boas novas Assembleia de Deus é em Manaus, no Amazonas, como a senhora explica que o dinheiro tenha vindo parar aqui em Rio Branco?

ALC: Eu explico isso da mesma forma que todos os pacientes que vem pra cá, a tratamento de saúde, do município de Boca do Acre. Eles pegam um avião aqui na cidade de Rio Branco, porque é mais próximo. É o mesmo motivo. É mais próximo chegar a Rio Branco e pegar outro voo. É tão comprovada essa situação, que meu filho e o empresário já estavam de viagem marcada, como viajaram, meu filho imediatamente, para a cidade de Manaus. É só procurar, acho que é na Gol, ou na TAM, que ele viajou no mesmo dia, na madrugada, pra onde iria o dinheiro.

O Rio Branco: Existe uma dúvida sobre a apreensão do dinheiro. Onde e como ocorreu a ação da Polícia Federal?

ALC: É o seguinte. Minha filha estava com meu celular, quando meu filho ligou, dizendo: ‘olha, tem um rapaz aqui, um comerciante que vai fazer uma doação para a Boas Novas e não conheço a cidade de Rio Branco, você pode Você pode vir nos buscar?’ Ela foi, mas não sabia do que se tratava. E a Polícia Federal já havia grampeado os telefones. É uma perseguição por causa do meu trabalho.

Minha filha então foi buscá-los. Quando ela chegou lá, o rapaz disse que estavam sem almoçar, quero um lugar para meu motorista descansar e estou com a doação, aqui e não posso deixar no carro, junto com o motorista, então ele transferiu o dinheiro para o carro da minha filha, quando os três foram surpreendidos pela polícia, que bateu nos vidros do carro, pedindo para desligar o motor e abrira as portas. Quando minha filha indagou sobre o motivo da ação policial, porque eles estavam sendo tratados daquela forma. E os agentes informaram que se tratava de uma denúncia de droga.

Mas minha filha falou que não havia droga no carro e sim uma doação, que eles poderiam revistar o carro e foi quando meus filhos ficaram sabendo que se tratava desse valor de dinheiro e minha filha disse que não teria problema porque minha filha daria um recibo de recebimento de doação e meu irmão leva pro Amazonas, como ele viajou em seguida, e Fundação Boas Novas vai lhe entregar o recibo e senhor pode pegar aqui comigo. E assim ficou acertado, eu não tinha o menor conhecimento dessa história.

O Rio Branco: No release da polícia federal existe a afirmação de que esse dinheiro era o resultado de um ano de arrecadação da empresa desse cidadão. A senhora tem conhecimento se ele realmente falou isso no depoimento?

ALC: Não tenho conhecimento do depoimento dele, porque meus advogados só chegaram nessa tarde e estão tomando conta. Mas acredito que o depoimento dele não é mentiroso, porque se trata de um homem de bem, que trabalha e tem uma conduta ilibada e eu acredito que quem trabalha tem condições sim de ter dinheiro, acho que ele vai justificar tudo o que ele tem, e quanto ao tanto que ele está doando, ele é dono de um patrimônio muito maior,porque ele não iria passar fome para doar para a obra de Deus. Então eu acredito que se ele está doando trezentos mil, quatrocentos mil, um milhão ou dez milhões, é porque ele pode doar. Então eu não me assusto com isso, porque na nossa igreja nós somos acostumados a ter várias pessoas doadoras, na igreja Assembleia de Deus do amazonas que fazem votos com o Senhor, a igreja já recebeu avião, como parte de voto. Então, essa quantia , eu acho insignificante diante das condições da igreja Assembleia de Deus do Amazonas. Eu não estou nem um pouco assustada, eu não tenho medo, estou pronta para enfrentar qualquer situação, porque quem não deve, não teme.

O Rio Branco: As pessoas que conduzem os processos judiciais das eleições dizem que corre em segredo de justiça. A troco de que a senhora acredita que divulgaram as informações de apreensão?

ALC: Se corre em segredo de justiça, é para me prejudicar na minha eleição que acontece agora no dia três de outubro. Há um interesse do governo do estado, há um interesse dos deputados federais que estão indo à reeleição que eu não consiga ser eleita. Então, isso é tudo para me prejudicar. É uma perseguição que estou sofrendo neste estado há mais de dez anos. E por amor à minha gente, ao meu povo tão sofrido, tão massacrado, tão enganado eu não consegui ainda me desvincular deste estado,porque eu já teria motivos suficientes por ter sofrido tantas acusações.

O Rio Branco: Quanto tempo seus filhos permaneceram na sede da polícia federal?

ALC: Olha, eu acredito que eles não demoraram nem 50 minutos. A Milena me disse que demorou uns 40 minutos e meu filho demorou, acho que uns 50 minutos e o doador demorou uma média de 30 minutos.

O Rio Branco: Durante a ação dos combustíveis eles prenderam três pessoas. Nesse caso, se existisse algum indício de crime a senhora não acha que deveria ter sido efetuada alguma prisão?

ALC: Se existe indício de crime deveria ter, até porque a polícia federal agiu de uma forma que, para mim, não tem explicação, porque eles não fizeram nem um flagrante no local, eles não deram ordem de prisão para quem quer que seja, inclusive, para as três pessoas que estão presas, não deram ordem de prisão no local, eles deveriam ter levado todos os envolvido, porque eles têm as fitas mostrando os envolvidos. Então por que não saem dando mandado de prisão para todas as pessoas? Por que só os pastores? Eu acho que há uma perseguição muito grande para que os pastores passem a temer a autoridade policial, temer a autoridade eleitoral, temer autoridade do poder de caneta dos governantes, intimidar o nosso povo. Mas graças a Deus que o Senhor tem tirado as escamas dos olhos do povo de Deus que é um povo leigo e que de fato se intimida e adoece e nós estamos muito sofridos com tudo isso que estão fazendo com o nosso povo, que não tem esclarecimento sobre seus direitos, eles têm medo até da obrigação deles, se não eles não colocariam essas pessoas onde estão, é por falta de informação e esse meu dever aqui nessa terra, é orientar o povo do qual eu pertenço que é um povo cristão e dizer que nós temos direitos não é só obrigações,não.

O Rio Branco: A senhora tem conhecimento de algum tipo de ação da Função Boas Novas para recuperar esse dinheiro?

ALC: Olha depois dessa ação eu continuei a minha agenda política, estive em dois municípios, em Capixaba, estive hoje em Epitaciolândia, ontem eu dormi em Xapuri, nas minhas reuniões e eu ainda nem localizei o meu marido, nem o presidente da Assembleia de Deus para falar sobre esse assunto, porque não vai ser nenhuma surpresa para os responsáveis da Fundação essa doação no valor de quatrocentos e poucos mil, para nós isso não é surpresa nenhuma,até porque a igreja Assembleia de Deus tem mensalmente uma receita muito mais superior a isso. Então esse carnaval é para quem nunca viu dinheiro na frente. É pra quem vê qualquer quantia e acha que é para corrupção, mas nós somos pessoas de coração e de costumes e de conduta limpa. E contra fatos não há argumentos. É uma perseguição política. Se corre em segredo de justiça, como é que já estão sugerindo que meu nome possa estar envolvido numa bobagem.

O Rio Branco: A senhora tem convicção que isso não vai inter ferir na sua campanha?

ALC: Tenho absoluta convicção e nem temo, vou enfrentar qualquer perseguição de cabeça erguida, vou continuar na campanha e tenho certeza que o povo que acredita no meu trabalho não vai se deixar influenciar por essas denúncias.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

TRE aprova registro de candidatura de Vanessa Graziottin e suplentes

09 de setembro de 2010

Portal Amazônia com informações de Arthemisa Gadelha


MANAUS – O Pleno no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) julgou nesta quinta-feira (9) o registro de candidatura ao Senado de Vanessa Grazziotin e dos dois suplentes. Apesar do pedido da Procuradoria Regional Eleitoral, a corte aprovou a candidatura de Francisco Garcia, suplente da candidata. A denúncia era que ele não teria se desvinculado da diretoria de uma emissora de TV no período correto antes do pleito, como pede a legislação eleitoral.


A impugnação de candidatura foi feita pelo procurador Edmílson Barreiros, sob a suspeita da permanência de Garcia na direção do canal Band Manaus seis meses antes das Eleições. Foi apresentado um vídeo que mostrava imagens do suplente de Vanessa a frente do lançamento da inauguração da TV digital da emissora, onde ele ainda seria presidente. Segundo o advogado de defesa, Délcio Santos, Garcia passou todos os poderes de gestão a Francisco Garcia Filho ainda no ano de 2004.

O relator do processo, Victor André Liuzzi Gomes, divergiu do Ministério Público Eleitoral e aprovou a candidatura de Vanessa Grazziotin, Francisco Garcia e Alzira Bastos. Por unanimidade, o pleno acompanhou o relator.

O procurador Edmílson Barreiros disse que vai recorrer da decisão. (IP)

Passeata de candidatos de Mitouso repercute na Intenet.

Prefeito de Coari reúne 10 mil pessoas em apoio a Vanessa

O prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso, promoveu uma carreata e um comício em Coari em apoio à candidata ao Senado pela coligação “Avança Amazonas” Vanessa Grazziotin (PCdoB). O evento reuniu cerca de 10 mil pessoas nesta terça (7). “Minha senadora, no dia 3 de outubro, Coari vai lhe dar uma votação expressiva. Vai reconhecer a ajuda que a senhora já deu ao município e que vai dar muito mais como senadora”, discursou o prefeito.

Coari

Vanessa discursa ao lado do prefeito Mitouso

Centenas de carros e motos saíram do aeroporto e percorreram as principais ruas da cidade. O evento culminou na realização de um comício no bairro Espírito Santo na Estrada do Contorno esquina com a Rua Gustavo Ledo.

Além da luta pela efetivação do gasoduto Coari-Manaus, Arnaldo Mitouso disse que uma das maiores contribuições da parlamentar para o município foi na área de educação.

“A senhora ajudou a implantar o Ifam (Instituto Federal do Amazonas, antigo Cefet) aqui no município. Gostaria de agradecer aquele pedido que fiz da Casa do Estudante; a senhora já fez isso lá em Brasília. Os universitários de Coari em breve terão Casa de Estudante e vamos agilizar”, disse o prefeito.

Ele também pediu votos para a reeleição do governador Omar Aziz.

Vanessa agradeceu o apoio e lembrou que Coari está se transformando num pólo educacional. No município funcionam a Universidade Estadual do Amazonas (UEA), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Ifam.

“Eu bato no peito e digo com muito orgulho: ajudei como deputada no desenvolvimento da Ufam, mas aqui também temos o Ifam e o prefeito sabe que nós já estamos com os recursos liberados para a construção da Casa do Estudante, uma conquista muito importante” disse a parlamentar.

A candidata ao Senado também destacou a luta, em 2001, pela construção do gasoduto Coari-Manaus. Na época, ela ingressou na Justiça para impedir que a Petrobras fosse retirada do processo e o gás natural fosse transportado por barcaças por uma empresa norte-americana.

“Queriam entregar toda a riqueza do gás natural do nosso Amazonas. Foi preciso que entrássemos na Justiça para impedir aquele que seria o maior crime contra o povo de Coari. Hoje Coari pode comemorar, porque é um município próspero que gera empregos para os pais e mães de família”, disse a parlamentar.

Vanessa afirmou que Coari será responsável em tornar o Amazonas o Estado com a maior reserva de petróleo em terra firme do Brasil, graças ao trabalho da Petrobras. Ela disse que precisa ser senadora para ajudar trazer um pólo gás químico que “vai transformar o petróleo em produtos e gerar empregos para a nossa juventude.”

A parlamentar ainda anunciou as parcerias entre a prefeitura e o governo de Omar que vão resultar num novo sistema de abastecimento d´água, a construção da ponte do bairro do Pêra e a recuperação da malha viária do município.

Por fim, ela disse que a continuidade das obras depende dessa parceria entre Omar e Mitouso que são do mesmo partido. Pediu voto para Eduardo Braga e Dilma Rousseff. “O Amazonas precisa ter dois senadores aliados da presidente Dilma para trazer recursos e ajudar o governo e a prefeitura a fazer as obras necessárias”, disse.

Fonte:www.vermelho.org.br

Adail Pinheiro está fora das eleições 2010

O ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, acaba de ser impugnado, com base na Lei da Ficha Limpa. Acatando pedido do ministério Público Eleitoral, o TRE aprovou, por unanimidade de seus membros do Pleno, a impugnação do candidato Adail Pinheiro, um dos políticos com a ficha recheada de crimes contra o erário público, perseguição de adversários políticos, inclusive, denúncias de que teria mandado o seu esquadrão Delta, eliminar opositores em Coari, além dos crimes de pedofilia, nacionalmente, conhecidos. Adail é chamado pelo apresentador da Band, Luís Datena, como o maior pedófilo do país. Os advogados de Adail Pinheiro tentaram consagrar a tese de que seu cliente jamais teve processo transitado em julgado, mas os membros do TRE, não aceitaram as ponderações da defesa.

A nova reforma Protestante

Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira

Ricardo Alexandre
Almeida Dias
EM CONSTRUÇÃO
Ilustração de um monumento em forma de cruz

Irani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.

Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.

Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.

Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo.

A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade” (leia o quadro na última pág.). Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.

Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”

Almeida Dias
SÍMBOLO
O cirurgião Irani Rosique (sentado, de camisa branca, com a Bíblia aberta no colo). Sem cargo de clérigo, ele mobiliza 2.500 pessoas no interior de Rondônia

Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”

Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”

Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”

Felipe Redondo
“É lisonjeador saber que nos consideram ‘pensadores’. Mas o grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência. É de ética e honestidade”
RICARDO AGRESTE, pastor da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera, em Campinas, São Paulo

Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é “uma igreja mutante para um mundo mutante”. Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de “igreja emergente” desde o final da década de 1990. “O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”

No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis (leia o quadro na última pág.). Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas.

A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.

Fonte: Revista Época.