sábado, 27 de novembro de 2010

Presidente Lula ativa consumo de gás natural em Manaus

26 de Novembro de 2010

Da Redação

Presidente Lula inaugura geração de energia a gás em Manaus
Presidente Lula inaugura geração de energia a gás em Manaus (Foto: Raphael Alves)
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ativou oficialmente, na tarde desta sexta-feira (26), na usina termelétrica Tambaqui, no bairro Mauazinho, Zona Leste de Manaus, o consumo de gás natural proveniente de Urucu, em Coari.

Na usina Tambaqui, da Breitner Energética S/A, empresa controlada pela Petrobras, o presidente Lula, acompanhado do governador Omar Aziz (PMN) e da diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Fostner, acionou o sistema para uso do gás natural na capital do Amazonas.

Diversos políticos, entre eles o ex-governador Eduardo Braga (PMDB), o deputado Francisco Praciano (PT) e o vereador José Ricardo Wendling (PT), acompanham a passagem de Lula pela usina Tambaqui.

A inauguração do parque termelétrico a gás de Manaus ocorreu  às 17h08 (horário local). O sistema de geração de energia elétrica a gás natural também foi ativado nas termelétricas Jaraqui e Manauara.

Durante a solenidade, ao ter o nome anunciado pelo cerimonial, o prefeito Amazonino Mendes (PTB) foi vaiado por populares. Amazonino integra a comitiva que acompanha a passagem do presidente Lula em Manaus.

A deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB) e o senador Jefferson Praia (PDT) também acompanham a comitiva.

Marco

A passagem de Lula por Manaus, nesta sexta-feira (26), registra o início da geração de energia elétrica com gás natural na região Norte do país.

As Usinas TermelétricasTambaqui (95 MW), Jaraqui (76 MW) e Manauara (85 MW) integram o parque termelétrico da Petrobras. A capacidade instalada dessas três usinas, para operar com gás natural, é de 256 MW.

A execução das obras para adequar essas usinas termelétricas (UTEs) à operação com gás natural faz parte do processo de mudança da matriz energética da região Norte do país, com a substituição do óleo combustível e do diesel pelo gás natural na geração de energia elétrica.

Os investimentos realizados na construção de duas novas plantas nas UTEs Tambaqui e Jaraqui, e na conversão dos motogeradores da UTE Manauara, para operarem com gás natural, totalizaram R$ 267 milhões, segundo a Petrobras.

A implantação desses projetos tem como objetivo atender a demanda energética na região Amazônica, estimulando a instalação de indústrias, a geração de emprego e o desenvolvimento econômico regional.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Prefeito de Tefé é cassado no TSE por exercer quarto mandato consecutivo

O prefeito de Tefé (AM), Sidônio Trindade Gonçalves (PHS), foi cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por ocupar um mandato pela quarta vez consecutiva. 

Gonçalves foi prefeito de Alvarães de 1996 a 2004. No final do segundo mandato, ele se mudou para concorrer à Prefeitura de Tefé. Ele foi eleito em 2004 e reeleito quatro anos depois.

Ele já havia sido cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Amazonas, que determinou novas eleições. 

Gonçalves recorreu da decisão no cargo. 

O ministro Arnaldo Versiani afirmou que Sidônio é um "prefeito itinerante" por ter sido eleito em município vizinho. Ele lembrou o entendimento do TSE no sentido de que "só é possível uma reeleição subseqüente para o cargo de prefeito, mesmo sendo em municípios diversos".

Amazonas começa a produzir energia com gás natural

Foram investidos R$ 161 milhões de reais na adequação desse parque energético para a nova tecnologia. Mudanças imediatas, porém, somente em questões ambientais.
[ i ] Lula esteve no Amazonas na época da inauguração do viaduto Coari-Manaus. Foto: Ricardo Stuckert/PR Lula esteve no Amazonas na época da inauguração do viaduto Coari-Manaus.
Manaus - A partir de amanhã (26) três usinas de Manaus passarão a produzir energia elétrica com uso de gás natural captado do município de Coari (a 368km distante de Manaus) vindo através do gasoduto Urucu-Coari-Manaus. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Manaus para participar da inauguração do novo modelo de energia.

A usina termelétrica (UTE) Tambaqui (95mW), localizada no Distrito Industrial II, zona leste de Manaus, foi a primeira a começar a produzir energia elétrica a partir de gás natural na Região Norte, em setembro deste ano. A UTE de Jaraqui (76mW), no bairro de Aparecida, tem pouco mais de cinco dias que trabalha com gás natural. Nessas duas Utes foram construídas novas plantas com 23 geradores em cada. Apenas a UTE Manauara (85mW), localizada no Km 20 da AM-010, teve os geradores antigos modificados para o trabalho com gás.

Foram investidos R$ 161 milhões de reais na adequação desse parque energético para a nova tecnologia. Nas usinas de Jaraqui e Tambaqui o investimento total foi de R$ 106 milhoes, já a usina Manauara, por conta do aproveitamento das maquinas, o investimento foi de apenas R$ 55 milhões.

De acordo com o Gerente Executivo de Operações e Participação em Energia da Petrobrás, José Alcides Santoro Martins, de imediato a melhoria será na redução da emissão de poluentes no ar, oriundos das usinas que ainda trabalhavam com combustível fóssil. “Com o gás natural haverá uma redução de 70% de CO2 na atmosfera, o que a longo prazo, irá melhorar a qualidade do ar da população de Manaus”, comenta.

Do ponto de vista econômico a troca da matriz enérgica para o gás natural ainda não será sentida no bolso do consumidor. Symone Christine Araújo, Diretora de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, explica que a economia será apenas na Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), uma espécie de taxa que é cobrado de todos os consumidores em geradores que utilizam óleo combustíveis e diesel em regiões fora do Sistema Interligado Nacional de energia elétrica.

Além das três UTEs que já estão trabalhando com gás natural, a Petrobrás está fazendo a conversão nas usinas de Mauá (110mW), Aparecida (152mW), Cristiano Rocha (85mW) e Ponta Negra (85mW), que somadas as outras usinas fornecem 688mW de produção de energia. Com essas conversões estima-se uma redução para 39%, no uso de óleo combustíveis e um aumento de 48% no uso do gás natural na produção de energia na Região Norte.

domingo, 7 de novembro de 2010

Procurador de Coari estranha ação contra prefeito sem cumprir rito legal

Da Redação*

“Como pode existir uma ação do Ministério Público e o administrador público citado nela nem ter conhecimento do que está sendo acusado, saber da ação através da imprensa e não ter o direito de se manifestar legalmente?”. Esse questionamento foi feito, hoje, pelo Procurador geral de Coari, Ernesto Costa, diante das notícias de que o promotor do Ministério Público (MP) no município, Davi Evandro Carramanho, ingressou com ação por improbidade administrativa contra o prefeito Arnaldo Mitouso.

O questionamento do Procurador Ernesto Costa vai de encontro a ação civil pública que Ministério Público Estadual (MPE) está movendo contra o prefeito de Coari Arnaldo Mitouso por falta de pagamento aos funcionários e de improbidade administrativa por irregularidades na administração pública.

Segundo Ernesto Costa é com estranheza que se vê o rito processual para esses casos de ações propostas por um membro do MP ser feito sem seguir o rito legal. “O chefe do cartório de Coari disse não poder dar informações para nossa procuradoria já que nem o juiz tem conhecimento da ação”, comentou o procurador. Ernesto Costa lembra que a Lei da Improbidade Administrativa, nº 8429, artigo 17, parágrafo VII, determina que a autoridade contra quem se propõe a ação é intimada para uma defesa preliminar, antes do juiz decidir se recebe ou não a ação. “E por que isso ainda não ocorreu? Por que ou por quem foi dado publicidade da ação sem assegurar direito da defesa preliminar?”, questiona novamente o procurador, adiantando que agirá juridicamente junto à chefia do MP no Estado para obter as respostas para essa situação.


Manipulação

Se por parte do procurador há estranheza, por parte do prefeito Arnaldo Mitouso há revolta. Mitouso conta que na quarta-feira passada, foi ao encontro de um grupo de cerca de cem manifestantes. “Quis conversar, ouvi-los, e o que recebi foram agressões”. Mesmo assim, disse Mitouso, que convocou uma reunião entre os manifestantes e o secretário de finanças, que ocorreu na quinta-feira, na Prefeitura. 
 
“Nos comprometemos a, se ele assim achassem mais seguro, assinar um termo de compromisso com a regularização ainda este mês, com datas definidas, da folha de pagamento. Não quiseram fazer um acordo imediato, ficaram de dar uma resposta. Então, querem resolver a situação? Por que nova baderna no dia seguinte (sexta-feira)?, pergunta o prefeito denunciando que está havendo manipulação política para desestabilizar sua administração por parte do grupo político que dominou Coari por oito anos. 
 
“Peço que imprensa de Manaus venha a Coari e veja quem está na cidade, quem coloca seus capangas em meio a manifestantes e quem paga horário de rádio para esculhambar usando inclusive palavrões até mesmo minha família. E onde está a Justiça que não se manifesta para garantir a ordem pública?”, reclama Mitouso.

Fonte: ACrítica

Mitouso diz que salários em Coari serão pagos até sexta-feira

Prefeito confirma que há atraso no pagamento de servidores de algumas secretarias e aponta como culpada a situação financeira em que encontrou o município

Manaus, 07 de Novembro de 2010

Da redação*

O prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso, confirmou hoje (7) que realmente está ocorrendo atraso no pagamento de salário de servidores públicos do município . "Mas não é de três meses e somente em algumas secretarias", explicou o prefeito. Mitouso afirmou ainda que deve pagar os salários atrasados até o próximo dia 12 de novembro, data em que espera receber repasse de recursos federais.

O prefeito está incomodado com as críticas que tem recebido e o protesto de servidores e disse que gostaria que alguns fatores fossem levados em consideração antes de julgarem sua administração. Mitouso argumenta que encontrou as finanças do município sem qualquer receita e uma dívida de R$ 82 milhões com o INSS, quando assumiu em outubro no ano passado. O prefeito estranha o caixa zerado diante de uma arrecadação que, segundo ele, foi de R$ 127 milhões de janeiro a outubro de 2009. “Quando assumi, a Prefeitura foi notificada por apropriação indébita de recursos federais, acionada para que pagasse imediatamente parte da dívida de INSS, se não haveria punições legais. Enquanto isso o financeiro da Prefeitura ficou engessado, não se podia tirar certidões negativas, sem elas não se prestava contas e sem prestar contas não se podia celebrar novos convênios e não se recebe recursos de espécie alguma”, conta Mitouso.

Segundo o prefeito, os servidores estavam há quatro meses sem pagamento, inclusive o setor de saúde e educação, com alunos sem aula há três meses e os fornecedores estavam sem pagamento há mais de seis meses, afetando serviços como coleta de lixo e transporte escolar.
Arnaldo Mitouso ressaltou que sofreu ainda uma queda na arrecadação do município, de cerca de R$ 50 milhões, por causa da redução de repasse de ICMS do Estado para o município - que, por decisão judicial, passou a ser recolhido para o município de Manaus -, diminuição nos valores dos royalties com queda nos preços do petróleo e ainda diminuição na arrecadação de ISS da Prefeitura, já que várias empresas saíram do município ao final da instalação do gasoduto. "Basta ter conhecimento que na época de administrações anteriores a arrecadação mensal atingiu R$ 22 milhões de reais e hoje gira em torno de R$ 13 milhões.

Me deparei com um comprometimento de 50% da arrecadação com folha de pagamento do funcionalismo, mesmo estando dentro dos limites da Lei de Responsabilidade, esses valores comprometeram as finanças do município. Não nego, resisti em fazer mudanças, sensibilizado pela questão do desemprego de pais de família, mas o administrador tem que infelizmente agir com a razão”, comenta Mitouso, apontando que a atual insatisfação que se instalou no município se dá também pelo fato de já ter ocorrido 30% de cortes nos cargos comissionados e pela previsão de continuar havendo redução de gastos com funcionalismo, como corte nas gratificações.

Denúncias

O prefeito denunciou que nas administrações anteriores, cabos eleitorais foram contratados de forma irregular, pela Prefeitura, para atuar em campanhas dos mandatários. "Todo mês perdemos mais de R$ 200 mil em pagamentos de causas trabalhistas. Para piorar, deixaram de repassar o dinheiro da Câmara de Coari, os vereadores foram para a Justiça e a conta caiu no meu colo em R$ 1,7 milhão”, diz o prefeito abrindo o jogo. “E os mesmos que deixaram Coari em ruínas, agora insuflam o povo contra essa administração", disse o prefeito.

Entre os "insufladores", Mitouso cita o deputado federal Sabino Castelo Branco. "Mas a população deu a resposta pra ele nas urnas. Foi vergonhosamente derrotado, porque o povo não é bobo e sabe que o que eles menos querem é o bem do município", disse o prefeito

*Com informações da Assessoria de Comunicação de Coari

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Após onze meses, STF retoma julgamento de Silas Câmara por falsidade ideológica

O embargo de Silas começou a ser julgado cinco meses após decisão do STF de aceitar a denúncia do MPF. Após o voto do relator, o ministro Dias Toffoli pediu vistas e o julgamento está suspenso desde 26 de novembro de 2009

Manaus, 02 de Novembro de 2010

Tereza Teófilo

Após onze meses parado nas gavetas da Corte Superior de Justiça, o Supremo Tribunal Federal (STF) retomará nesta quinta-feira (4) o julgamento do recurso (Embargo de Declaração) proposto pelo deputado federal reeleito Silas Câmara (PSC) o qual tenta reverter decisão unânime da Corte que, em junho de 2009,  acatou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o parlamentar por suposta prática de crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso.

O embargo de Silas começou a ser julgado cinco meses após decisão do STF de aceitar a denúncia do MPF. Após o voto do relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, o qual decidiu pela rejeição do recurso, o ministro Dias Toffoli pediu vistas e o julgamento ficou suspenso desde 26 de novembro de 2009.

Segundo o Sistema de Consulta Processual do STF, Toffoli devolveu os autos para julgamento no último dia 6 de outubro e o recurso retornou à pauta do Supremo para ser julgado nesta quinta-feira (4).

Silas é réu em Ação Penal porque foi acusado de utilizar um documento de identidade com número falso para firmar procurações para que terceiros administrassem empresas da qual é sócio e alterassem o contrato social. Os ministros do STF aceitaram as provas da acusação de que o número da carteira de identidade não era compatível com a data de emissão. O documento foi expedido em 1979, mas o número sequencial dela só foi atingido pela Secretaria de Segurança em 1983.

Os advogados de Silas sustentaram que o parlamentar não teve a intenção de causar prejuízos a terceiros e que alterou seu nome apenas como forma de homenagear sua mãe, pois o pai, ao registrá-lo, não teria inserido o sobrenome “Duarte” que é de sua mãe. A defesa de Silas, alega que os outros irmãos do deputado possuem o sobrenome “Duarte”.

O deputado, que está em seu quarto mandato na Câmara Federal responde a outro inquérito no STF por crime de improbidade administrativa.

AM dá a maior votação percentual para a 1º presidente do Brasil

No Estado, ela recebeu 80% dos votos, contra 19% do adversário, o candidato José Serra (PSDB).
[ i ] Dilma Rousseff, durante evento na capital amazonense, ainda como ministra.
Os eleitores do Amazonas deram, hoje, até este momento da apuração, a maior votação percentual para a eleição da candidata Dilma Roussef (PT), eleita a primeira mulher presidente da República da história do Brasil. No Estado, ela recebeu 80% dos votos, contra 19% do adversário, o candidato José Serra (PSDB).

Aos 62 anos de idade, Dilma Vana Rousseff disputou sua primeira eleição – e venceu. A candidata de Lula derrotou, no segundo turno, o tucano José Serra. Da infância em Belo Horizonte ao Palácio do Planalto, Dilma percorreu um caminho que inclui a militância contra a ditadura, cargos públicos no Rio Grande do Sul e o comando da máquina federal no governo petista.

Após quatro meses de uma campanha em que temas morais e religiosos ofuscaram propostas concretas sobre temas importantes à nação, Dilma Rousseff é eleita a primeira presidente da história brasileira. A candidata petista derrotou o tucano José Serra em um segundo turno em que a abstenção superou os 20 milhões de eleitores.
Com mais de 95% dos votos apurados, a sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva não vai alcançar a votação de 2006 do atual presidente. Naquele ano, Lula obteve mais de 58 milhões de votos, e Dilma soma até o momento cerce de 53 milhões.

Dilma confirmou a força do PT no Nordeste, vencendo em todos os Estados da região, em alguns deles com votação superior a 70% dos votos válidos como Maranhão e Pernambuco. A presidente eleita também teve uma vitória importante em Minas Gerais, reduto do PSDB que elegeu o tucano Antônio Anastasia em primeiro turno.

Trajetória

Quatro segundos. Nenhuma palavra. Uma mesa distante da do chefe. Essa foi a participação de Dilma Rousseff na primeira propaganda eleitoral do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. Oito anos depois, ungida por seu mentor para sucedê-lo, a ex-ministra, na primeira disputa eleitoral de sua vida, transcendeu a fama de gestora sisuda para se tornar a primeira presidente da história brasileira.

Sem programa, um de seus desafios será provar que não é apenas uma sombra de Lula, dizem analistas. Além da confiança do presidente, o grande trunfo da petista foi a política de alianças adotada pelo PT e pelo próprio presidente para elegê-la. Graças ao apoio formal de PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC e PTN, a campanha de Dilma ganhou força com o início do horário eleitoral obrigatório. Com isso, a candidata ganhou personalidade.

Ficou por pouco o triunfo já no 1º turno, depois de uma onda de rumores e outra de denúncias envolvendo seus aliados. Para vencer na votação de 31 de outubro, a ex-ministra-chefe da Casa Civil teve de renovar seu pragmatismo assinando compromissos com religiosos, iniciar campanha negativa contra o rival José Serra (PSDB) e trocar a gagueira que a abatia nos idos de abril, na pré-campanha, por aquilo que chamou de “assertividade”, mas que foi considerado agressividade pelos adversários.

No caminho para ser hoje a presidente eleita do Brasil, Dilma sofreu para ganhar trânsito com políticos em geral e com eleitores mais animados em ver seu mentor do que a ela própria.
Precisou de dois Josés Eduardos para guiá-la: Dutra, presidente do PT, e Cardozo, secretário-geral do partido. Obediente e pragmática, atendeu prontamente aos conselhos do marqueteiro João Santana. Adotou novo visual.

A presidente eleita forjada na campanha é diferente da especialista em energia que, com seu temperamento forte, foi alçada ao primeiro time do governo após o escândalo do mensalão, em 2005.

Neste ano, tentou aliviar a imagem da mulher que passava descomposturas em colegas ministros. “Sou uma mulher dura cercada de homens meigos”, costuma dizer, em tom de ironia. Buscou evitar confrontos, mas às vezes partiu para o ataque, principalmente em momentos-chave do segundo turno.

Filiada ao PT há menos de uma década, a ex-pedetista Dilma conquistou seu primeiro cargo público pelo voto. No fim dos anos 80, ninguém pensava que a secretária de Finanças de Porto Alegre iria tão longe.

O mesmo se passou com quem a visse na mesma pasta do governo gaúcho, anos depois. Agora ela terá quatro anos para provar se é capaz de atuar como protagonista, e não como uma mera coadjuvante.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O dia seguinte Tucano...

Jatene é eleito Governador do Pará



O tucano Simão Jatene obteve 55,74% dos votos válidos e foi eleito neste domingo (31) governador do Estado do Pará no segundo turno das eleições. A petista Ana Júlia Carepa, que tentava a reeleição, ficou com 44,26%. Os votos nulos somam 2,86% e os brancos 1,41%.
Jatene esteve à frente do governo do Pará entre 2003 e 2006, indicado pelo governador da época, Almir Gabriel. Também foi secretário de Planejamento na administração do PMDB em 1986, secretário-geral do Ministério da Previdência e da Reforma Agrária. Na gestão do PSDB, foi secretário estadual de Planejamento e depois de Produção.

Durante a campanha no primeiro turno, Simão Jatene teve dificuldade em articular alianças com partidos que antes eram seus aliados e, nestas eleições, apoiaram a candidata petista. A coligação "Juntos com o Povo", encabeçada pelo PSDB no Pará, concorreu com o DEM, PPS e outros cinco pequenos partidos.

No segundo turno, o tucano teve a adesão do PMDB após o comprometimento de implementar as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) no Estado. Deputados do PV, PTB, PMN, PPS, DEM e lideranças de outros partidos menores também apoiaram Jatene.

Em um embate de números entre os mandatos anteriores de cada um dos candidatos no governo do Pará, Simão Jatene conseguiu liderar as principais pesquisas eleitorais durante toda a campanha eleitoral. Nos debates, as agressões verbais e o clima político tenso pelo questionamento das propostas de governo dos dois adversários foram constantes, mas não alteraram o panorama no Pará.

Confúcio Moura (PMDB) é eleito governador de Rondônia

Confúcio Moura (PMDB) foi eleito governador de Rondônia neste domingo (31). Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Moura recebeu 58,68% dos votos válidos, contra 41,32% do governador João Cahulla (PPS).

A apuração em Rondônia foi encerrada às 21h43 (horário de Brasília). Veja resultados detalhados da votação.

Ex-prefeito de Ariquemes, cidade de 85 mil habitantes a 203 km de Porto Velho, Moura baseou sua campanha na promessa de inserir Rondônia no ritmo de crescimento do país. Prometeu expandir ao estado iniciativas que promoveu na prefeitura, como microcrédito, educação integral e internação domiciliar.

Médico nascido em Dianópolis (TO), Moura tem 62 anos. Elegeu-se deputado federal por três vezes (1994, 1998 e 2002). Deixou o cargo em 2004 para vencer a disputa para a Prefeitura de Ariquemes, sendo reeleito em 2008, sempre pelo PMDB. É casado, tem duas filhas e três netas. Declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 8,5 milhões.

Moura foi eleito por uma coligação que reuniu quatro partidos, entre eles o DEM, adversário do PMDB e aliado no plano nacional do PPS do governador Cahulla. Vencera a disputa no primeiro turno com vantagem de 45 mil votos (7 pontos percentuais) em um universo de 846 mil sufrágios.

Recebeu no segundo turno o apoio do PT, que na reta final da campanha apontou falta de empenho do candidato na campanha de Dilma Rousseff (PT) e ameaçou romper a aliança.
Candidato derrotado ao governo, o petista Eduardo Valverde apontou postura “vacilante e duvidosa” de Moura em relação à candidatura Dilma. No primeiro turno, Serra venceu em Rondônia com 45,4% dos votos válidos, ante 40,7% de Dilma.

Já o PSDB no estado rachou. O partido declarou apoio a Cahulla, que em troca prometeu engajamento na campanha de José Serra à Presidência. No entanto, grupo liderado pelo ex-candidato ao governo Expedito Junior (PSDB) compôs com Moura.

Críticas a gestões anteriores constituíram o eixo da campanha do segundo turno em Rondônia. O governador Cahulla acusava os ex-governadores Valdir Raupp (PMDB) e José de Abreu Bianco (DEM), aliados de Moura, de terem "quebrado o estado”.

Já o peemedebista centrou críticas na gestão do senador eleito Ivo Cassol (PPS), que deixou o cargo para Cahulla, seu vice. Debates entre os candidatos foram marcados por ataques e acusações mútuas de incoerência na vida pública. Moura prometeu uma “nova Rondônia” e classificou como “desmoralizantes” serviços prestados pelo governo em saúde, educação e segurança pública. Prometeu ainda recompor salários do funcionalismo.

Wilson Martins é reeleito governador do Piauí

Wilson Martins (PSB) foi reeleito para o governo do Piauí neste domingo (31), no segundo turno. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o atual governador teve 58,93% dos votos válidos, contra 41,07% do ex-prefeito de Teresina Sílvio Mendes (PSDB).

A apuração no Piauí terminou às 02h05 (horário de Brasília). 

Martins assumiu o governo do Piauí em abril, com a renúncia de Wellington Dias (PT) para concorrer ao Senado.

Ele fez uma campanha baseada na defesa das ações do governo estadual e no alinhamento com o governo federal. Em seus programas de TV, o candidato pregava o voto na petista Dilma Rousseff e citava obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o programa Bolsa Família.

Num gesto que também o aproximava da esfera nacional, Martins destacou, em seus programas, o aumento da renda da população, e prometeu a erradicação da miséria – Dilma tem como meta erradicar a pobreza no país. Também apresentou projetos para construir grandes obras no sertão, como adutoras e barragens, e outros para levar água à população, como o programa “Água para Todos”.
Wilson Martins 
Wilson Martins, eleito governador do Piauí (Foto:
Marcelo Cardoso/Piauí Imagens/Futura Press)
 
Outros pontos de seu programa são criar unidades da Defesa Civil nos municípios, levar banda larga para todo o estado, ampliar o número de policiais militares e bombeiros em mais 4 mil homens e criar um programa de saúde bucal em escolas.

Na campanha, ele foi alvo de críticas de Sílvio Mendes, que apontava o inchaço da máquina pública. O tucano afirmava que havia “mordomias” no governo, citando como exemplo o “aluguel de carros de luxo”. O ex-prefeito de Teresina prometia “reduzir a burocracia” e, com isso, economizar R$ 500 milhões.

O governador recebeu o apoio de políticos vitoriosos do partido, como o governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande, que teve 82% dos votos no primeiro turno, e do ex-jogador Romário, eleito deputado federal no Rio de Janeiro pelo PSB.

O candidato do PSB construiu uma ampla aliança formada por oito partidos. O vice-governador eleito é Zé Filho.

Perfil

Wilson Nunes Martins nasceu em 17 de maio de 1953 em Santa Cruz do Piauí (PI). Casado, pai de três filhos, é médico especializado em neurologia.

Foi deputado estadual por três mandatos, secretário de Saúde de Teresina e presidente da Fundação Municipal de Saúde de Teresina.

Vice-governador, assumiu o governo em abril com a renúncia de Wellington Dias (PT) para concorrer ao Senado.
 

Ricardo Coutinho é eleito governador da Paraíba

Ricardo Coutinho (PSB) foi eleito governador da Paraíba neste domingo (31), no segundo turno. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele recebeu 53,70% dos votos e derrotou o atual governador José Maranhão (PMDB), que obteve 46,30%. O vice-governador eleito é Rômulo Gouveia (PSDB).

A apuração na Paraíba foi concluída às 21h19. Veja resultados detalhados da votação.

A vitória de Coutinho se soma a outras conquistas do PSB nestas eleições. O partido, que até então só tinha o governo do Ceará e Pernambuco, reelegeu os governadores desses dois estados no primeiro turno, conquistou o Espírito Santo e agora irá administrar também a Paraíba.

Os dois candidatos terminaram o primeiro turno quase empatados. Coutinho teve 49,74% e Maranhão, 49,30%. Na metade do segundo turno, pesquisa Ibope já indicava a virada a favor de Coutinho.

Coutinho foi prefeito de João Pessoa por dois mandatos. Ele renunciou ao mandato em 31 de março deste ano para concorrer ao governo do estado. O novo governador da Paraíba nasceu em 18 de novembro de1960 em João Pessoa (PB). Formado em farmácia, é divorciado. Líder sindical, começou a vida política como vereador em 1996. Em 1998, assumiu como deputado estadual.

Maranhão é o atual governador da Paraíba. Assumiu o governo em 2009, após a cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB). Ele nasceu em 6 de setembro de 1933, em Araruna (PB), e é casado. Foi deputado estadual, federal, governador por dois mandatos e senador.
Candidato ao governo da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), vota em escola de João Pessoa. 
Candidato ao governo da Paraíba, Ricardo Coutinho
(PSB), vota em escola de João Pessoa
(Foto: Francisco França/Jornal Da Paraíba/AE)
 
Para disputar o governo da Paraíba, Maranhão, de 77 anos, obteve a adesão do PT à sua candidatura, além de atrair outros 10 partidos. Ricardo Coutinho recebeu os apoios de PSDB, DEM, PDT, PPS, PTC, PV, PTN e PRP.

Na campanha, Coutinho apresentou como propostas a construção de 40 mil casas, a substituição de casas de taipa ou com risco de desabamento em todos os municípios da Paraíba e a criação de um programa de urbanização de favelas.

Na área de infraestrutura e estradas, prometeu pavimentar 650 km de rodovias e restaurar outros 360 km; integrar o litoral do estado ao Rio Grande do Norte, acima, e a Pernambuco, no Sul. Em relação à saúde, consta em seu programa a construção de hospitais e a ampliação de leitos de UTI.

Teotônio Vilela Filho (PSDB) é reeleito em Alagoas

O governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) foi reeleito para um novo mandato neste domingo (31). O tucano recebeu 52,74% dos votos válidos, contra  47,26% de Ronaldo Lessa (PDT), seu ex-aliado e antecessor no cargo.

A apuração em Alagoas foi finalizada às 23h52 (horário de Brasília).

O acirramento da disputa marcou a eleição para o governo do estado. Pesquisas nos meses de agosto e setembro indicavam empate técnico entre Teotônio, Lessa e o senador Fernando Collor de Mello (PTB). Na reta final, as pesquisas apontaram vantagem de Teotônio e Lessa, que governou o estado de 1999 a 2006, acabou conseguindo a outra vaga no segundo turno.
A polarização das pesquisas se repetiu na campanha. Os candidatos trocaram acusações e alguns dos casos acabaram indo à Justiça, que no segundo turno concedeu direitos de resposta na propaganda eleitoral dos dois adversários.

Teotônio nasceu em Viçosa (AL) e tem 59 anos. É casado e tem três filhos. Filho do senador Teotônio Vilela (1917-1983, UDN, Arena e PMDB), foi o mais jovem eleito para o mesmo cargo, aos 35 anos, em 1986. Reelegeu-se em 1994 e em 2002. Em 2006 disputou e venceu a eleição para o governo. É formado em economia e declarou à Justiça Eleitoral em 2010 um patrimônio de R$ 14,6 milhões.

Na campanha pela reeleição, que disputou em coligação com DEM, PP, PSB, PPS e PSC, o governador procurou destacar suas realizações e comparar sua gestão à de Lessa. Citou a criação de leitos hospitalares, construção de escolas em tempo integral e moradias populares.
Também explorou a chegada de novos empreendimentos ao estado, como hotéis em Maceió. Prometeu abrir concursos públicos e promover reajustes salariais para o funcionalismo. Exibiu em sua propaganda na TV declaração de apoio do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus.

Governador vence disputa contra ex-aliado

Aliados durante a campanha eleitoral de 2006, Lessa e Teotônio romperam a aliança política em 2007, após críticas do governador ao passivo financeiro deixado pela administração do pedetista. Lessa disputou o Senado em 2006, perdendo a vaga para Collor.

Para tentar reverter a desvantagem nas pesquisas do segundo turno, Lessa subiu o tom dos ataques a Teotônio. Também explorou o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. O pedetista recebeu ainda no segundo turno o apoio de Collor, seu antigo rival.

Os questionamentos a Teotônio foram baseados na Operação Navalha da Polícia Federal, de 2007. Na operação, a PF registrou reuniões do governador com Zuleido Veras, dono da empreiteira Gautama, principal empresa investigada no caso. Teotônio sempre negou irregularidades no caso.

Lessa teve de responder a acusações sobre sua condenação por compra de votos nas eleições de 2004. Obteve somente na última semana de setembro decisão favorável no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o retirou da lista dos candidatos “ficha suja”. Na terça-feira (26), foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de peculato, crime ambiental e formação de quadrilha em inquérito que apura suposto superfaturamento em obras de drenagem em Maceió tocadas entre 1998 e 2005 pela Gautama.

Anchieta Junior é reeleito governador de Roraima

O governador José de Anchieta Junior (PSDB) foi reeleito neste domingo (31) para o governo de Roraima. Ele venceu o ex-governador Neudo Campos (PP). O tucano recebeu 50,41% dos votos válidos, contra 49,59% do candidato do PP.

A apuração em Roraima foi finalizada às 22h07 (horário de Brasília).


Anchieta Junior nasceu em 11 de março de 1965 em Jaguaribe (CE). Engenheiro civil, Anchieta é casado e tem dois filhos. Foi secretário estadual de Infraestrutura, presidiu o Conselho Rodoviário Estadual e integrou o Comitê Gestor para Assuntos Fronteiriços. Em 2006, foi eleito vice-governador do estado. Em 2007, tornou-se governador, após a morte de Ottomar Pinto.
José de Anchieta Júnior vota em Boa Vista 
José de Anchieta Júnior vota em Boa Vista
(Foto: Janderson Nobre/Folha de Boa Vista/AE)
 
Em 2009, a Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) encaminhou pedido de cassação do mandato do então governador Anchieta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ele respondia a processo por abuso de poder econômico nas eleições de 2006, ocasião em que foi eleito vice-governador na chapa do então chefe do Executivo do Estado, Ottomar Pinto. No entanto, o TSE rejeitou o pedido.